Sopa de gravanços com beldroegas

Apartir daqui os dias vão começar a esfriar, a ficarem mais curtinhos e começa apetecer comidinha mais confortante.

Com este pensamento deixo aqui uma sopa de gravanços com beldroegas dos meus canteiros.0-2

Gravancos era o aportuguesamento do grabanzo das vizinhas terras de Castela,  constituíam um substancial alimento guardado para a sopa de domingo a que se  misturava massa  para dias de  trabalhos agrícolas como as ceifas e malhas, ora sendo esta sopa da região do Algarve faz todo o sentido.

Por aqui chamamos grão de bico!

Além do grão de bico e das beldroegas, esta sopa leva um chouriço pequeno de carne que eu aconselharia que fosse um chouriço de qualidade para deixar na sopa aquele  sabor a fumado!

 

Receita

Ingredientes

  • 330g de grão de bico
  • 1 chouriço de carne pequeno
  • 1 dl de azeite
  • 1 molho de beldroegas*
  • 2 batatas médias
  • Água
  • Sal e pimenta

Se não tiver beldroegas poderá substituir por agrião ou canónigos

Preparação

  1.  Na noite anterior colocar o grão de molho. No dia seguinte, coze o grão como habitualmente.
  2. Retira metade do grão com uma escumadeira e reserva.  Para a panela que está ao lume com os restantes grãos, deitam-se as batatas descascadas e cortadas aos bocados, o azeite, o sal, a pimenta e o chouriço de carne cortado ás rodelas e deixa-se cozer.
  3. Quando todos os ingredientes estiverem cozidos, passam-se pela trituradora, acrescentam-se as beldroegas bem lavadas e cortadas aos raminhos e os grãos reservados.
  4. Quando as beldroegas estiverem cozidas( é só uma fervura), serve-se quente.

Bom apetite!

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Beijinhos e abraços

Ana

Se fizer a sopa de beldroegas, tire uma foto e publique noinstagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como  a sopa tomou forma na sua cozinha.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Rei dos pudins

A riqueza da doçaria portuguesa tem grande parte da sua origem nos conventos e mosteiros portugueses. As claras de ovos utilizadas para a confecção de hóstias ou para engomar os hábitos deixavam as gemas, que, para não serem desperdiçadas, levaram as freiras e frades a aperfeiçoarem as receitas ancestrais e familiares, criando ou recriando doces ricos em açúcar, gemas e frutos (secos ou da época).

Alcobaça, de onde é originária a receita do pudim que hoje vos trago, tornou-se  pioneira na preservação e divulgação do riquíssimo património cultural que é a doçaria, deixada pela presença dos monges e monjas cistercienses dos conventos de Alcobaça e Coz.

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Imagem tirada da net do mosteiro de Alcobaça

O ingrediente principal deste pudim, e por isso conventual, são os ovos, 12 precisamente, a eles juntamos calda de açúcar, amêndoa,manteiga e temos um doce de se ” bradar aos céus”o que não é de se admirar devido à sua origem!

 

 

Receita

Material

  • Forma de chaminé com 23cm
  • Tabuleiro onde caiba a forma com água

Ingredientes

  • 10 gemas + 2 ovos inteiros temperatura ambiente
  • 500g de açúcar
  • 1/2 litro de água
  • 35g de manteiga s sal à temperatura ambiente
  • 150g de miolo de amêndoa moido com pele

Preparação

  1. Leva-se ao lume a água e o açúcar até ficar ponto pérola. Se tiverem dúvidas como se atinge o ponto podem verificar aqui
  2. Deixa-se arrefecer um pouco, unta-se uma forma com manteiga e deita-se 200ml da calda.
  3. À calda restante junta-se a manteiga e a amêndoa, cortam-se os ovos com uma faca para não os arejar, e juntam-se ao preparado anterior, só a envolver! Não queremos ar no pudim.
  4. Deita-se muito devagar na forma. Vai ao forno em banho maria a 150ºC durante 60 minutos.

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Bom apetite!

Beijos e abraços

Ana

Se fizer o Rei dos pudins, tire uma foto e publique no instagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como  o pudim tomou forma na sua cozinha.

 

Peixinhos- da- horta

Continuando no tema, comida tradicional portuguesa, hoje falemos um pouco deste prato que consiste em feijão verde envolto em massa (polme) e frito em óleo quente.

Não se sabe ao certo a origem do nome desta preparação popular do feijão verde, é provável que derive da sua semelhança com pequenos peixes fritos.

Crê-se que os peixinhos-da-horta deram origem, à Tempura , especialidade da cozinha japonesa, quando missionários portugueses levaram a receita para o Japão em meados do século XVI.

RECEITA

Ingredientes

  • 500g de feijão verde tenro
  • 250g de farinha
  • 2dl de leite
  • sal
  • óleo para fritar

Preparação

  1. Numa panela com água e sal a ferver, coze o feijão verde inteiro, durante 5 minutos, retira , deita para uma tigela com água gelada, deixa estar até arrefecer por completo, escorre e reserva.
  2. Noutra tigela, adiciona a farinha, sal e deita o leite misturando com uma vara de arames até a mistura (polme) se encontrar lisa sem grumos.
  3. Passam-se os feijões verdes que reservou (dois de cada vez) pela polme e fritam-se no óleo a ferver.

Bom apetite!

Beijinhos e abraços

Ana

Se fizer os peixinhos-da-horta, tire uma foto e publique noinstagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como os Peixinhos-da-horta tomaram forma na sua cozinha.

 

Lidadores

Nesta minha reentrada resolvi apostar na cozinha tradicional Portuguesa.

Para começar e como cá em casa somos muito gulosos, deixo uma receita de uns bolinhos conventuais chamados  Lidadores.  A receita diz ser de Óbidos, uma bonita vila situada dentro e ao redor das muralhas de um castelo, na região centro do país.

Imagem tirada da net-wikipédia

Sendo uma receita conventual, os lidadores destacam-se pela quantidade de ovos que levam mas também amêndoa moída e abóbora cristalizada. Um doce sem dúvida para gulosos que apreciem ovos e açúcar!

Receita

Material

  • formas de bolos pequenos
  • papel vegetal
  • manteiga para untar

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Ingredientes

  • 2,5dl de água para a calda
  • 70g de manteiga sem sal
  • 2,5dl de água
  • 500g de açúcar
  • 150g de miolo de amêndoa sem pele moído
  • 120g de abóbora cristalizada cortada fininha
  • 12 gemas
  • 2 claras
  • 70g de farinha

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Preparação

  1. Forre as forminhas untadas com papel vegetal e torne a untar. Pré-aqueça o forno a 150Cº.
  2. Num tacho deita-se o açúcar ,a água, leva-se ao lume  sem mexer até atingir o ponto de pérola fraco.Resultado de imagem para pontos de açúcar  Deixa-se arrefecer um pouco e junta-se a abóbora cortada fininha e amêndoa moída, a farinha desfeita (e sem grumos) na água e os ovos cortados com uma faca – não queremos ar nos bolinhos – envolvendo sem bater, ligando a mistura muito bem.
  3. Deita-se na formas e leva-se a cozer durante +/- 60 minutos

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Bom apetite!

Beijos e abraços

Ana

 

Se fizer os Lidadores, tire uma foto e publique noinstagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como os Lidadores tomaram forma na sua cozinha.