Açorda à algarvia

Mais uma açorda , desta vez descemos ao Sul do país, Algarve, onde na sua zona costeira abunda uma grande variedade de  marisco: mexilhão,  ameijoas, berbigão, conquilhas, ostras e os percebes ao natural da sua costa vicentina. Com eles se fazem pratos deliciosos como esta açorda que, já, já, vos vou mostrar como eu a fiz.

Não vou esconder que a sua execução é um pouquito trabalhosa mas vale o esforço,  ao degustá-la!

Vejamos então o que quero dizer com “um pouquinho trabalhosa”: depois de comprados os mariscos convém deixá-los uma hora pelo menos em cada um em seu alguidar com água e sal para libertarem a areia que ainda possam ter; cozer num caldo preparado, cada um em sua vez; filtrar o caldo; tirar os mariscos das suas conchas; partir o pão em fatias finas e  a partir daqui tudo fica mais rápido para a finalização da açorda!

Depois é só acrescentar uns ovinhos para escalfar, polvilhar com salsa ou coentros e servir logo de seguida!

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Receita

Ingredientes

  • 600g de marisco(mexilhão, ameijoas,berbigão e conquilhas)
  • 1dl de azeite
  • 2 cebolas médias
  • 3 dentes de alho
  • 1 ramo de coentros
  • 4 ovos
  • 240g de pão tipo caseiro
  • sal
  • Cerca de 7,5 dl água

Preparação

  1. Lavam-se os mariscos e põem-se de molho em água temperada com sal, cada um em seu recipiente.
  2. Leva-se a água ao lume num tacho com uma cebola picada e uns raminhos de coentros. Abrem-se os mariscos na mesma água, mas cada um de sua vez, retirando com uma escumadeira conforme vão abrindo.
  3. Passa-se por um pano fino a água onde abriram os mariscos. Retiram-se estes das conchas.
  4. À parte, leva-se ao lume, num tacho, o azeite com a cebola e os dentes de alho picados. Logo que comece a alourar adiciona-se a água dos mariscos. Levanta fervura e deita o pão cortado às fatias finas. Mexe-se com uma colher de pau, envolvendo bem e misturam-se os mariscos e os coentros picados.
  5.  Abrem-se cavidades e colocam-se os ovos. Estão prontos quando a clara estiver coagulada.

Bom apetite!!!

Se fizer a açorda tire uma foto e publique noinstagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como a açorda tomou forma na sua cozinha.

 

 

 

Toucinho do Céu

O que se poderá dizer mais acerca deste doce secular e conventual, Toucinho do Céu, que ainda não tenha sido dito…..

Sobre esta receita especifica que diz ser originária do convento de Odivelas, depois de ter ido investigar, dei conta que existem uma diversidade de receitas a reclamarem a mesma origem. Assim sendo deixo aqui mais uma, só e apenas de toucinho do céu.

A sua preparação é o usual dos doces conventuais: calda de açúcar, ovos, muitos ovos, açúcar e amêndoa ralada.  Um bolo delicioso e guloso como todos os doces conventuais!!!

Receita

Ingredientes                               IMG_7736-2

  • 460g de açúcar
  • 230ml de água
  • 200g de miolo de amêndoa pelada e ralada
  • 20 gemas de ovo
  • 2 claras
  • 1 colher de chá de canela

Preparação

  1. Aqueça o forno a 160ºC, unte uma forma com manteiga e cubra com papel vegetal.
  2. Numa panela, leva-se ao lume o açúcar com a água até obter o ponto pérola. Se tiver dificuldade em achar o ponto pode verificar aqui. Junta-se o miolo de amêndoa e a canela. Deixa-se arrefecer.
  3. Numa outra tigela junta-se as gemas batidas com as claras e adiciona-se ao preparado anterior lentamente, começando por tirar uma colher de sopa da mistura do açúcar e colocar nas gemas mexendo rapidamente com a vara de arames. Repita o processo mais umas 4 ou 5 vezes até a gemas estarem temperadas. Esta técnica evita que as gemas cozam precocemente com o risco de obter uma mistura de açúcar com ovos aos “farrapos”. Deite-as então na panela do açúcar com a amêndoa, leve novamente ao lume, desta vez baixo, até engrossar, fazer estrada no fundo do tacho.
  4.  Deite o preparado na forma e leve ao forno pré aquecido durante +/- 30 minutos ou quando o palito sair enxuto.
  5. Deixe arrefecer, tire da forma e polvilhe com açúcar e canela.

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Bom apetite!

Se fizer o toucinho do céu tire uma foto e publique noinstagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como o toucinho do céu tomou forma na sua cozinha.

 

 

 

Sopa de gravanços com beldroegas

Apartir daqui os dias vão começar a esfriar, a ficarem mais curtinhos e começa apetecer comidinha mais confortante.

Com este pensamento deixo aqui uma sopa de gravanços com beldroegas dos meus canteiros.0-2

Gravancos era o aportuguesamento do grabanzo das vizinhas terras de Castela,  constituíam um substancial alimento guardado para a sopa de domingo a que se  misturava massa  para dias de  trabalhos agrícolas como as ceifas e malhas, ora sendo esta sopa da região do Algarve faz todo o sentido.

Por aqui chamamos grão de bico!

Além do grão de bico e das beldroegas, esta sopa leva um chouriço pequeno de carne que eu aconselharia que fosse um chouriço de qualidade para deixar na sopa aquele  sabor a fumado!

 

Receita

Ingredientes

  • 330g de grão de bico
  • 1 chouriço de carne pequeno
  • 1 dl de azeite
  • 1 molho de beldroegas*
  • 2 batatas médias
  • Água
  • Sal e pimenta

Se não tiver beldroegas poderá substituir por agrião ou canónigos

Preparação

  1.  Na noite anterior colocar o grão de molho. No dia seguinte, coze o grão como habitualmente.
  2. Retira metade do grão com uma escumadeira e reserva.  Para a panela que está ao lume com os restantes grãos, deitam-se as batatas descascadas e cortadas aos bocados, o azeite, o sal, a pimenta e o chouriço de carne cortado ás rodelas e deixa-se cozer.
  3. Quando todos os ingredientes estiverem cozidos, passam-se pela trituradora, acrescentam-se as beldroegas bem lavadas e cortadas aos raminhos e os grãos reservados.
  4. Quando as beldroegas estiverem cozidas( é só uma fervura), serve-se quente.

Bom apetite!

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Beijinhos e abraços

Ana

Se fizer a sopa de beldroegas, tire uma foto e publique noinstagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como  a sopa tomou forma na sua cozinha.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Rei dos pudins

A riqueza da doçaria portuguesa tem grande parte da sua origem nos conventos e mosteiros portugueses. As claras de ovos utilizadas para a confecção de hóstias ou para engomar os hábitos deixavam as gemas, que, para não serem desperdiçadas, levaram as freiras e frades a aperfeiçoarem as receitas ancestrais e familiares, criando ou recriando doces ricos em açúcar, gemas e frutos (secos ou da época).

Alcobaça, de onde é originária a receita do pudim que hoje vos trago, tornou-se  pioneira na preservação e divulgação do riquíssimo património cultural que é a doçaria, deixada pela presença dos monges e monjas cistercienses dos conventos de Alcobaça e Coz.

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Imagem tirada da net do mosteiro de Alcobaça

O ingrediente principal deste pudim, e por isso conventual, são os ovos, 12 precisamente, a eles juntamos calda de açúcar, amêndoa,manteiga e temos um doce de se ” bradar aos céus”o que não é de se admirar devido à sua origem!

 

 

Receita

Material

  • Forma de chaminé com 23cm
  • Tabuleiro onde caiba a forma com água

Ingredientes

  • 10 gemas + 2 ovos inteiros temperatura ambiente
  • 500g de açúcar
  • 1/2 litro de água
  • 35g de manteiga s sal à temperatura ambiente
  • 150g de miolo de amêndoa moido com pele

Preparação

  1. Leva-se ao lume a água e o açúcar até ficar ponto pérola. Se tiverem dúvidas como se atinge o ponto podem verificar aqui
  2. Deixa-se arrefecer um pouco, unta-se uma forma com manteiga e deita-se 200ml da calda.
  3. À calda restante junta-se a manteiga e a amêndoa, cortam-se os ovos com uma faca para não os arejar, e juntam-se ao preparado anterior, só a envolver! Não queremos ar no pudim.
  4. Deita-se muito devagar na forma. Vai ao forno em banho maria a 150ºC durante 60 minutos.

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Bom apetite!

Beijos e abraços

Ana

Se fizer o Rei dos pudins, tire uma foto e publique no instagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como  o pudim tomou forma na sua cozinha.

 

Peixinhos- da- horta

Continuando no tema, comida tradicional portuguesa, hoje falemos um pouco deste prato que consiste em feijão verde envolto em massa (polme) e frito em óleo quente.

Não se sabe ao certo a origem do nome desta preparação popular do feijão verde, é provável que derive da sua semelhança com pequenos peixes fritos.

Crê-se que os peixinhos-da-horta deram origem, à Tempura , especialidade da cozinha japonesa, quando missionários portugueses levaram a receita para o Japão em meados do século XVI.

RECEITA

Ingredientes

  • 500g de feijão verde tenro
  • 250g de farinha
  • 2dl de leite
  • sal
  • óleo para fritar

Preparação

  1. Numa panela com água e sal a ferver, coze o feijão verde inteiro, durante 5 minutos, retira , deita para uma tigela com água gelada, deixa estar até arrefecer por completo, escorre e reserva.
  2. Noutra tigela, adiciona a farinha, sal e deita o leite misturando com uma vara de arames até a mistura (polme) se encontrar lisa sem grumos.
  3. Passam-se os feijões verdes que reservou (dois de cada vez) pela polme e fritam-se no óleo a ferver.

Bom apetite!

Beijinhos e abraços

Ana

Se fizer os peixinhos-da-horta, tire uma foto e publique noinstagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como os Peixinhos-da-horta tomaram forma na sua cozinha.

 

Lidadores

Nesta minha reentrada resolvi apostar na cozinha tradicional Portuguesa.

Para começar e como cá em casa somos muito gulosos, deixo uma receita de uns bolinhos conventuais chamados  Lidadores.  A receita diz ser de Óbidos, uma bonita vila situada dentro e ao redor das muralhas de um castelo, na região centro do país.

Imagem tirada da net-wikipédia

Sendo uma receita conventual, os lidadores destacam-se pela quantidade de ovos que levam mas também amêndoa moída e abóbora cristalizada. Um doce sem dúvida para gulosos que apreciem ovos e açúcar!

Receita

Material

  • formas de bolos pequenos
  • papel vegetal
  • manteiga para untar

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Ingredientes

  • 2,5dl de água para a calda
  • 70g de manteiga sem sal
  • 2,5dl de água
  • 500g de açúcar
  • 150g de miolo de amêndoa sem pele moído
  • 120g de abóbora cristalizada cortada fininha
  • 12 gemas
  • 2 claras
  • 70g de farinha

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Preparação

  1. Forre as forminhas untadas com papel vegetal e torne a untar. Pré-aqueça o forno a 150Cº.
  2. Num tacho deita-se o açúcar ,a água, leva-se ao lume  sem mexer até atingir o ponto de pérola fraco.Resultado de imagem para pontos de açúcar  Deixa-se arrefecer um pouco e junta-se a abóbora cortada fininha e amêndoa moída, a farinha desfeita (e sem grumos) na água e os ovos cortados com uma faca – não queremos ar nos bolinhos – envolvendo sem bater, ligando a mistura muito bem.
  3. Deita-se na formas e leva-se a cozer durante +/- 60 minutos

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Bom apetite!

Beijos e abraços

Ana

 

Se fizer os Lidadores, tire uma foto e publique noinstagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como os Lidadores tomaram forma na sua cozinha.

 

 

 

Pudim de coelho bravo à moda do Cartaxo

Logotipo Dia Um... Na Cozinha Fevereiro de 2018

Para esta edição em que o tema lançado é comida tradicional portuguesa e voltando aos meus livros de cozinha, da autora Maria Odette Cortes Valente, escolhi um pudim de coelho bravo à moda do Cartaxo.

Para quem não sabe, o Cartaxo é uma cidade portuguesa localizada no distrito de Santarém, situado nas margens do rio Tejo em que  a cultura da vinha e a produção de vinho estiveram desde sempre ligadas ao concelho, valendo-lhe o título de Capital do Vinho.

Fotografia tirada da net

Se tiver curiosidade em saber mais pode pesquisar aqui

Começa-se por deixar o coelho umas horas numa marinada de vinho, alhos, sal e pimenta.IMG_5561 No dia seguinte estufa-se o coelho na sua marinada com o chouriço, lentamente, eu deixei estufar em lume brando durante 90 minutos.

Enquanto isso, torrei ligeiramente as fatias de pão na torradeira e cortei-as aos bocados prontas para triturar. Depois do coelho estufado, deixei arrefecer um pouco, retirei a carne dos ossos, juntei o chouriço, o pão e triturei tudo no robot de cozinha,IMG_2899-2 finalmente juntei à mistura triturada o leite, os ovos ligeiramente batidos e supostamente o molho do estufado.

Supostamente interrogam-se vocês?!?! Na verdade, como não pus o molho ao pé de mim enquanto fotografava e filmava não o coloquei na mistura do coelho, só dando por ela, quando fecho a porta do forno com o pudim lá dentro, olhando para o fogão e vendo a panela com o molho. Em segundos tive que optar por deixar, ou retirar do forno e de alguma maneira colocar o molho no pudim….Optei pela segunda hipótese, afinal de contas era no molho apurado que estava todo o sabor do pudim!!! Lá fiz a batota, “desenrascando”, fazendo jus a uma das nossas características de sermos portugueses. Ficou bom na mesma!

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Bom Apetite!

Receita – 5 doses

Ingredientes

  • 1 coelho bravo/normal
  • 100g de chouriço regional
  • 1 dl de vinho branco
  • 3 dentes de alho
  • 1 ramo de salsa
  • 5 grãos de pimenta preta
  • 1 cebola grande
  • 1/2 dl de azeite
  • 50g de manteiga
  • 3 colheres de sopa de vinho do Porto
  • 100g de pão duro ligeiramente torrado
  • 1dl de leite
  • 5 ovos
  • sal, pimenta e noz moscada a gosto

Preparação

  1. Corta-se o coelho aos bocados e põe-se numa marinada feita com vinho branco, os dentes de alho picados, o ramo de salsa, a pimenta e o sal.
  2. Depois de algumas horas ou no dia seguinte, corta.se o chouriço ás rodelas e numa panela coloca-se o coelho, o chouriço e a marinada tapando o tacho e ferve devagarinho.
  3. Quando ferve, mistura-se então, o vinho do porto, os grãos de pimenta e a noz moscada ralada ou em pó.
  4. Depois de estufado, retira-se os ossos ao coelho e leva-se a triturar juntamente com o pão ligeiramente torrado e o chouriço.
  5. Numa tigela deita-se a mistura de carne ralada, junta-se os ovos ligeiramente batidos, o leite e o molho da carne, envolvendo muito bem.
  6. Aquece o forno a 160ºC, unta uma forma de “bolo Inglês” com manteiga, deita a mistura e leva ao forno +/- 45 minutos ou até o pudim estar cozido.
  7. Deixa amornar retira da forma e serve acompanhado com molho de tomate e couve-flor cozida regada com azeite e vinagre.

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Beijos e abraços

Ana

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Pão de pipocas

Tenho que confessar que não resisto a receitas fora do comum. Assim que vejo uma, mais dia menos dia, tenho que experimentar! Foi o que aconteceu com este pão de pipocas receita de Edward Lee . Experimentei, gostei e assim decidi passar a receita com todos os passos, como já vem sendo costume para vocês experimentarem também!

Como o nome indica a primeira coisa a fazer são as pipocas, ou comprá-las já feitas de preferência sem sal. Caso já venham com sal convém diminuir o sal da receita.IMG_2843-2

A seguir o melhor seria juntar os líquidos com o fermento de padeiro seco e o açúcar porque vamos ter de esperar por volta de 10 minutos para activar o fermentoIMG_2849-2

Os líquidos que a receita pede são, água e leite. Eu como na noite anterior estive a fazer queijo fresco, substituí a água pelo soro do queijo, que ainda deixa o pão mais fofinho.

Enquanto esperava pelo fermento, derreti a manteiga, pois esta terá que arrefecer um pouco senão mata o fermento  e também triturei as pipocas.IMG_2846-2

Depois é só juntar todos os ingredientes, a farinha no fim e amassar 5 minutos à mão ou na máquina.

Deixar levedar em local aquecido,  como não tenho aqueles fornos modernos que já têm a função levedar, quando começo a amassar a massa, ligo o forno no mínimo. Quando a massa está batida, desligo o forno, abro a porta e coloco a massa a levedar lá dentro

A massa vai levedar mais uma vez, depois de colocá-la nas formas.

Agora um assunto importante: na receita original, diz que antes de a massa ir ao forno, pincelá-la com- e vou traduzir como estava lá dito-manteiga artificial do cinema/teatro.O quê?!?!?! Fiquei a pensar que manteiga seria essa,  claro fui logo à procura da informação e descobri que nos espectáculos na América onde vendem pipocas,usam um óleo com sabor e cheiro a manteiga, que tem um teor de água inferior à da manteiga, quando misturado com esta não a deixa amolecer. Mas o melhor é que o referido artigo informa que manteiga clarificada faz a mesma coisa e diz como se faz e… eu fiz, e filmei para vocês verem, é muito fácil ! Pincelei então a massa com a manteiga clarificada e por cima polvilhei com as pipocas moídas, que tinha reservado.

E pronto aqui estão eles!IMG_5465-2 Bom Apetite!

Receita 6 a 8 pessoas

Ingredientes – pão

  • 1dl+1/2 água morna
  • 1dl+1/2 de leite morno
  • 5g de fermento seco de padeiro
  • 30g de açúcar
  • 45g de pipocas
  • 2 colheres de sopa de sal
  • 2 ovos temperatura ambiente
  • 75g de manteiga derretida
  • 456g de farinha sem fermento T65

manteiga clarificada

  • 50g de manteiga

Preparação

  1. Aquecer a 37ºC  a água e o leite e misturá-los numa tigela. Adicionar o fermento seco de padeiro e o açúcar. Deixar em repouso durante 10 minutos.
  2. Moer as pipocas no robot de cozinha ou numa trituradora, até ficar em migalhas. Reservar 4 colheres de sopa. Deitar o resto numa tigela grande.
  3. Adicionar o fermento e o sal ás migalhas de pipocas. Seguidamente os ovos desfeitos e a manteiga derretida morna. Misture tudo com uma espátula e vá misturando a farinha um pouco de cada vez, Amasse a massa à mão ou na batedeira com o gancho, durante 5 minutos ou até a massa ficar elástica. Transferir para uma tigela ligeiramente untada com manteiga, cobrir e deixar levedar em local morno até dobrar de volume.
  4. Colocar a massa na mesa enfarinhada  corte em dois bocados iguais. Coloque cada bocado numa forma untada rectangular “de bolo inglês”. Cubra e deixe levedar +/- 30 minutos.
  5. Pincele com a manteiga clarificada e polvilhe com as migalhas de pipocas que reservou.
  6. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante +/- 35 minutos.

Manteiga clarificada

  1. Derreta a manteiga. Eu derreti no microondas. Deixe arrefecer até aparecer uma camada espumosa. Retire com uma colher essa espuma. Vai reparar que a manteiga tem duas camadas. A primeira que ficou logo a seguir quando retirou a espuma,clara e transparente, e a outra por baixo esbranquiçada.
  2. Com cuidado verta para uma tigela essa camada clara e transparente (manteiga clarificada).
  3. Com o tempo há-de reparar que na camada branca vai encontrar água e gordura sólida.
  4. A manteiga clarificada também solidifica, mas quando volta a derreter ela fica sempre clara e transparente.

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Beijos e abraços

Ana

Aqui deixo um video a mostrar como fiz o pão e a manteiga clarificada

Oyster Ale Cake / Bolo de cerveja preta

em baixo está em português

This is the my last post for our cakes baked from our current book, World Class Cakes by Roger pizey on the #CakeSliceBakers challenge. The choices this month were Mark Hix’s Oyster Ale Cake, Kouign Aman, Panforte di Siena and Chocolate Cinnamon Babka. My choice was Mark Hix’s Oyster Ale Cake.

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I chose this cake because I love its ingredients, namely spices and cane molasses. This cake reminded me of a cake that I also love very much. It’s a traditional cake baked in Madeira Island.

Receita de Bolo de Mel da Madeira | Doces Regionais
Bolo de Mel (honey cake) photo take from net

I also learned that beer can also be made with oyster shells. Unfortunately here in Portugal I can’t get this beer, so I replaced it with a stout black beer.

I decided to make the spice mix at home. So I went to goodfood site and got the recipe which I’ll write below.

It’s a very easy cake to bake with a delicious flavor!  Enjoy a slice of it with a cup of tea.

Here a small handmade video showing how I baked this cake.

Recipe serves 8 to 10

Ingredients

  • 1/3 cup golden raisins
  • 3 1/4 cups self-rising flour, sifted
  • a good pinch of salt
  • 2 tsp my spice mix
  • 1 cup molasses sugar
  • 1 cup (2sticks) butter, cold, cubed
  • finely grated zest of 2 oranges
  • finely grated zest of 1 lemon
  • 1 large egg, beaten
  • 3/4 Hix oyster ale (or a stout or porter ale)
  • confectioners’ sugar, to dust

For spice mix

  • 1 Tbs ground allspice
  • 1 Tbs ground cinnamon
  • 1 Tbs ground nutmeg
  • 1 tsp ground cloves
  • 2 tsp ground mace
  • 1 tsp ground coriander
  • 1 tsp ground ginger

Directions

  1. Put the golden raisens in a large bowl, pour on enough boiling water to cover, and let soak overnight.
  2. The nex day when you´re ready to bake, preheat the oven to 310ºF, and grease and line a 8in x 4in loaf pan with parchment paper.
  3. Drain the golden raisins. Sift the flour, salt, and spices together into a bowl and stir in the sugar, then rub in the butter with your fingerstips until the batter resembles bread crumbs.
  4. Stir in the orange and lemon zests, then gently mix in the egg, golden raisins, and ale.
  5. Transfer the batter to the preparede pan, spreading it out evenly.
  6. Bake in a preheated oven for 1 1/2 to 1 1/4 hours or until golden and firm to the touch. To test, insert the point of a toothpick in the center, it should come out clean.
  7. Remove from the oven, let cool for 5 minutes or so in the pan, and then turn out onto a wire rack. Let cool, strip off the parchment paper and dust with confectioners’ sugar before serving.
  8. For mix spice blend allspices together, and store in a sealed jar away from light.

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Xoxo

Ana


 Este vai ser o último post acerca do livro World Class cakes. Em Janeiro iremos ter um novo livro, embora ainda não sabendo qual é, me deixa muito entusiasmada!

Neste último post escolhi um bolo feito com cerveja de cascas de ostras. Sabiam que se faz cerveja com cascas de ostras? Eu não, e como sou muito curiosa fui pesquisar e descobri  um site que explica como tudo aconteceu. Se tiverem curiosidade podem espreitar aqui

Este foi um bolo fácil de fazer, com sabores quentes que supostamente ( o tempo continua quente) se enquadrariam bem nesta época do ano e ficaria óptimo em qualquer mesa de celebração do Natal.

Na sua confecção fiz algumas alterações à receita original. Troquei o açúcar integral de cana por melaço de cana e fiz eu própria a mistura de especiarias, receita que fui buscar ao site goodefood e deixo também a receita. Por fim como não descobri a tal cerveja feita com cascas de ostras, utilizei uma staut normal

Fica aqui um pequeno vídeo “artesanal” que mostra os passos principais na confecção deste bolo.

Receita -8 a 10 pessoas -forma rectangular

Ingredientes

Mistura de especiarias

  • 1 colher de sopa de pimenta da Jamaica em pó
  • 1 colher de sopa de canela em pó
  • 1 colher de sopa de noz moscada em pó
  • 1 colher de chá de cravinho em pó
  • 2 colheres de chá de mácis *
  • 1 colher de chá de sementes de coentros em pó
  • 1 colher de chá de gengibre em pó

Para o bolo

  • 60g de passas douradas
  • 470g de farinha com fermento peneirada
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 2 colheres de chá da mistura de especiarias
  • 340g de melaço de cana
  • 226g de manteiga s sal fria e cortada aos quadrados
  • raspa de 2 laranjas
  • raspa de um limão
  • 1 ovo ligeiramente batido
  • 2dl de cerveja preta Staut
  • açúcar em pó para polvilhar

Preparação

  1. Para a mistura de especiarias: Misturar as especiarias e guardá-las num frasco selado ao abrigo da luz.
  2. Para o bolo: Colocar as passas em água quente até as cobrir e deixar amolecer durante a noite até ao outro dia.
  3. No outro dia acender o forno a 150C, forrar a forma com papel vegetal.
  4. Escorrer as passas, peneirar a farinha, o sal e as especiarias para uma tigela grande.
  5. Deitar a manteiga na tigela e com os dedos trabalhar com a farinha até esta ficar granulada tipo grãos de areia (ver vídeo).
  6. Deitar o melaço, misturar e seguidamente misturar as raspas dos citrinos, o ovo batido e por fim as passas.
  7. Deitar na forma já preparada e espalhar a massa de forma homogénea e colocar no forno pré-aquecido durante 60 minutos ou fazer o teste do palito e este sair limpo.
  8. Retirar do forno deixar arrefecer durante 5 minutos na forma e só então tirar com a ajuda do papel vegetal. Deixar arrefecer totalmente e polvilhá-lo com açúcar em pó.

Bom Apetite!

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Nota:

Macis ou mácide (forma preferível) é uma especiaria obtida de uma membrana que reveste a semente da noz moscada (Myristica fragrans)
Para extrair o macis, é necessário deixar secar o fruto da  noz-moscada, durante alguns meses. Após esse período, a casca separa-se do fruto, sendo possível extrair o macis, que em seguida também é deixado a secar. O produto final obtido possui uma cor avermelhada. Aberto o fruto, o macis é visto como uma rede membranosa vermelho-viva envolvendo a semente da noz. É quando, também, pode ser retirado, prensado e colocado para secar, resultando em fatias ou lascas de cor castanho-amarelada.

imagem retirada da wikipédia

Eu não coloquei porque não encontrei à venda nos sítios habituais.

Beijos e Abraços!

Ana

Arroz de tamboril

Hoje trago-vos um arroz de tamboril, este reclama a receita à moda de Cascais. O tamboril é um peixe que vive nos fundos do maré, é caracterizado pela cabeça desproporcionalmente grande, com boca semicircular munida de dentes pontiagudos.

Apresentando um baixo teor de gordura o tamboril é uma boa opção alimentar para quem quer perder peso.

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imagem tirada da net

Receita

Ingredientes               IMG_7938                       

  • 350g de arroz Carolino
  • 800g de tamboril cortado aos pedaços
  • 1/2 dl de azeite
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picado
  • 3 tomates maduros sem pele nem sementes
  • 1 folha de louro
  • 1 ramo de coentros
  • Piripiri
  • Sal e Pimenta qb

Preparação

  1. Tempera-se o tamboril com sal. Leva-se ao lume , num tacho, o azeite com a cebola, os dentes de alho picados e a folha de louro. Logo que a cebola esteja levemente loura, juntam-se os tomates e deixam-se cozer até desfazer. Nessa altura põem-se os coentros picados e tempera-se com sal e piripiri.
  2. Adiciona-se a água ( 3 vezes o volume do arroz) e assim que levante fervura mistura-se o arroz e o peixe.
  3. Deixa-se cozer em lume brando e serve-se logo que saia do lume para não secar.

Bom apetite!!!

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Se fizer o arroz de tamboril tire uma foto e publique noinstagram #acozinhadaanikas, gostaria muito de ver como o arroz tomou forma na sua cozinha.